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Nas previsões económicas intermédias de inverno, divulgadas hoje, a Comissão Europeia melhorou as projeções para o crescimento económico na Europa, estimando que depois de se fixar nos 2,4% em 2017, "o ritmo mais rápido da década", abrande ligeiramente este ano, ao subir 2,3%.

A Comissão tem o mesmo entendimento sobre a economia portuguesa: revê ligeiramente em alta, em 0,1 pontos percentuais, as projeções sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mas avisa que este ano a economia deverá subir menos do que em 2017.

Bruxelas antevê que o PIB português tenha crescido 2,7% no ano passado, até ligeiramente acima do previsto pelo Governo, e que venha a subir 2,2% no conjunto deste ano.

A confirmarem-se as perspetivas da Comissão, a economia portuguesa não só perde ritmo, como volta a divergir da média europeia, ao crescer abaixo do conjunto da moeda única.

Segundo a Comissão Europeia, esta melhoria das perspetivas no conjunto resulta, por um lado, "de uma melhor dinâmica conjuntural na Europa, onde a situação dos mercados de trabalho melhora e a confiança económica é particularmente elevada, e, por outro lado, de uma recuperação mais vincada do que o previsto da atividade económica mundial e das trocas comerciais internacionais".

Para o crescimento económico de 2017, cuja primeira estimativa será divulgada na próxima semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Bruxelas aponta que terão contribuído as exportações e as importações, que tiveram uma "'performance' forte, refletindo o sentimento económico sentido por toda a Europa e a capacidade de atualização da maior produtora de carros em Portugal", a Autoeuropa.

Para 2018, a Comissão afirma que "o investimento deve continuar a apoiar o crescimento, ao beneficiar de melhores condições de financiamento e de maiores lucros empresariais", mas avisa que o comércio externo deve abrandar, embora "ainda deva crescer mais rápido do que a procura interna, que deve cair depois de um contributo muito forte em 2017".

O abrandamento do crescimento da economia portuguesa este ano é justificado com o "desenvolvimento salarial moderado e uma pequena subida da taxa de poupança".

O ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva, congratulou-se com as estimativas da Comissão Europeia relativas ao crescimento deste